O Reumo do que sou e sei de mim : Estar só é uma morte parva.
Acreditar no AMOR faz-me ir mais além.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Procuro-me me tantos outros mas não me encontro. Onde estás? Não te vejo.
Onde estou? Não me sinto.
Passo de ti para ele e não consigo acompanhar ( de corpo e alma) .
A primeira viaja. A outra não desperta do sono profundo.
Foste tu o culpado? Não deixaste nada por ocupar?
No tango da meia noite danço. A voz adormecida não sei quem a conseguirá acordar. 08.03.2011
Onde estou? Não me sinto.
Passo de ti para ele e não consigo acompanhar ( de corpo e alma) .
A primeira viaja. A outra não desperta do sono profundo.
Foste tu o culpado? Não deixaste nada por ocupar?
No tango da meia noite danço. A voz adormecida não sei quem a conseguirá acordar. 08.03.2011
Às vezes gostaria de ter uma vida repleta de amor sem as normais paixões. Às vezes até que penso nisso. Outras vezes penso que gostaria de morrer muito antes do tempo comum me matar. Às vezes sinto que já morri. Às vezes sei que diariamente mais do que gostaria. Outras vezes reconheço que vale a pena tentar viver mais um dia. Às vezes eu própria me mato pensando assim. Outras vezes são mesmo os outros que me vão matando. No fim de contas, todos os dias morremos! 01.03.2011
domingo, 11 de setembro de 2011
O vendedor de cactos
O vendedor de cactos vivia não aqui, nem ali. Vivia simplesmente acolá, lá bem à frente dos olhos de quem o quisesse ver.
Gostava de cactos como a maioria gosta de açúcar. O seu coração era do tamanho da palma da mão de um gigante. Tinha olhos rasgados e um sorriso muito acanhado, um pouco enroscado às rugas de expressão. Era um homem de poucas palavras e de muito menos falatórios.
Logo pela manhã, bem cedo, mesmo antes do galo Galó acordar, ia fazer o seu café de saco e assomava-se para apreciar o romper do novo dia. Depois, pegava nas suas tralhas e lá ia para o mercado vender. Só vendia cactos pois dizia não saber cuidar de nenhuma outra planta.
Um dia tentou ter amores perfeitos mas como de perfeição não percebia nada, foram-se todos os seus amores. Os cactos eram bem mais simples. Tinham sido fruto de um clima bem mais quente, como o chá. Bebiam pouca água e eram inteligentes ao ponto de a armazenar para mais tarde. Como defesa, usavam os picos para ferir quem não soubesse olhar para eles. Um cacto é uma planta poderosa. O vendedor, um poço de mistérios.
Dizem os sociólogos que o Homem é naturalmente um ser sociável. Na realidade, o vendedor vivia na solidão ou na melhor companhia!? Por vezes ignoramos ou tentamos não compreender que cada um busca a sua felicidade por caminhos bem diferentes. Uns com outros, outros com animais, alguns com cactos. No fim de contas não serão todos felizes?
30.08.2011
Gostava de cactos como a maioria gosta de açúcar. O seu coração era do tamanho da palma da mão de um gigante. Tinha olhos rasgados e um sorriso muito acanhado, um pouco enroscado às rugas de expressão. Era um homem de poucas palavras e de muito menos falatórios.
Logo pela manhã, bem cedo, mesmo antes do galo Galó acordar, ia fazer o seu café de saco e assomava-se para apreciar o romper do novo dia. Depois, pegava nas suas tralhas e lá ia para o mercado vender. Só vendia cactos pois dizia não saber cuidar de nenhuma outra planta.
Um dia tentou ter amores perfeitos mas como de perfeição não percebia nada, foram-se todos os seus amores. Os cactos eram bem mais simples. Tinham sido fruto de um clima bem mais quente, como o chá. Bebiam pouca água e eram inteligentes ao ponto de a armazenar para mais tarde. Como defesa, usavam os picos para ferir quem não soubesse olhar para eles. Um cacto é uma planta poderosa. O vendedor, um poço de mistérios.
Dizem os sociólogos que o Homem é naturalmente um ser sociável. Na realidade, o vendedor vivia na solidão ou na melhor companhia!? Por vezes ignoramos ou tentamos não compreender que cada um busca a sua felicidade por caminhos bem diferentes. Uns com outros, outros com animais, alguns com cactos. No fim de contas não serão todos felizes?
30.08.2011
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